terça-feira, 29 de outubro de 2013

Capítulo 2 – Obrigada chuva!

 Fiquei sentada naquele chão gelado, chorando, eu não sabia onde estaria Mabel agora, os médicos a levaram para outra sala, será que ela está viva? Será que já acordou? Eu precisava ir vê-la, eu prometi a ela que estaria ao seu lado ate a morte, como uma irmã.
 Mais eu estava ao lado dela, não estava? Para com isso Anne, ela não morreu. Ela ta lá, viva em uma cama. E mais uma vez meus pensamentos foram interrompidos por ninguém mais, ninguém menos, do que quem? Tente adivinhar... Cole!

- O que faz aqui ainda? – ele me perguntou fazendo-me esquecer completamente do mundo.
- Eu estou esperando noticias de Mabel, por quê? To proibida disso também? – Falei um tanto quanto irritada.
- Até agora não te proibi de nada, e a Mabel esta no outro quarto, E5.
- Ah, ta, obrigada. – Falei meio sem graça.

 Fui ate o quarto em que Cole me falou, que por sinal era bem maior que o B5. Estava indo em direção de Mabel, só que meu telefone tocou, então sai do quarto e fui atender.

-Alô? A Alicia? Como? Quando vai ser? Nossa, que triste. Ok então, tchau. – Desliguei o telefone e fiquei arrasada, minha prima Alicia que é um ano mais nova acabara de morrer. Não entendi muito bem como, acho que foi uma brincadeira de espelho. Quem que brinca com um espelho?  
  A Alicia era muito querida por mim, a pesar de brigarmos um monte, sei lá, ela era meio que meu xodó. Agora terei que ficar todo dia no hospital e cuidar de Mabel não quero perder ela também, a final, ela e a Alicia eram minhas melhores amigas, claro, sem contar a Videl, só que eu estava brigada com a Videl, não entendo mais minha vida... E quando que eu entendi?
 
  Entrei no quarto de Mabel e sentei-me ao seu lado na cama. Sei que não era o melhor a se fazer, mas eu chorei, derramei em lágrimas. Não vou suportar perder Mabel assim do nada, já perdi a Alicia, e seria de mais perder Mabel também.
- Se ela acordar vai chorar também, você sabe disso. – Virei para trás assustada e vi Cole me observando, novamente.
- Desculpe-me, mas acabei de perder minha prima Alicia, não quero perder a Mabel também. Não sei o que fazer.
- Quanto a Mabel não se preocupe, ela vai se recuperar logo está apenas inconsciente, quanto a sua prima, eu sinto muito. – Apenas assenti com a cabeça e voltei meu olhar para Mabel, até que senti alguém puxar minha mão e vi que era cole. – Vamos você precisa ir se acalmar. – Ele tinha razão, eu estava muito nervosa, iria fazer mal a Mabel.

  Fomos até uma cafeteria em frente ao hospital. Sentamos e pedimos cada um, um café.
- Então, há quanto tempo você e Mabel são amigas? – Ele me perguntou fazendo-me pensar quanto tempo faz. 
- Desde janeiro desse ano. Nós nos conhecemos há pouco tempo, mas nos conhecemos bastante. 

  Ficamos conversando um bom tempo, até que ele pediu a conta, eu ia pagar a minha parte, mas ele não deixou, não adiantou eu reclamar. Fomos saindo da cafeteria e iria cada um pra sua casa, até que começou a chover.

- Essa não! – Resmunguei meio alto.
- O que foi? – Ele perguntou meio assustado.
- Começou a chover, e estou a pé, minha casa é longe daqui.
- Se você quiser pode ficar na minha casa esta noite, ela é aqui por perto, e também estou a pé.
- Não irei incomodar?  Quer dizer... Nós acabamos de nos conhecer e... – Fui interrompida.
- Não, de jeito nem um, e não ligo que acabamos de nos conhecer, a final, você é a melhor amiga de Mabel, e ela não te deixaria pegar essa chuva toda.
- Você tem certeza? – Ele concordou com a cabeça. – Está bem então.

 Fomos até a casa dele correndo, porque ainda estávamos na chuva. A casa deles era maior que eu imaginava, principalmente pela simplicidade que é a Mabel, mas parece que ela não é tão simples como eu pensava.
 Entramos e ficamos parados, ate que ele foi ate a varanda fazer um telefonema, enquanto eu ficava sentada num sofá fitando o chão.

- Desculpa demorar, é que nós estamos com um pequeno problema. – Cole falou fazendo-me o olhar confusa.
- Desculpa, mas... “Nós” quem?
- Eu e você. – Ele disse e me encarou sério.
- Como assim? – O encarei mais confusa ainda.
- Minha mãe não vem para casa hoje. Ou seja, estamos sozinhos ate amanha. – Cara, isso seria tenso, Cole não tinha pai, era apenas ele, Mabel e sua mãe. Não que eu não quisesse ficar sozinha com um cara como ele, mas seria estranho. 
- Então... O que faremos?

 Ele começou a fitar a parede com um ar de pensativo, eu não sabia o que fazer, então voltei a fitar o chão.

- Estou com dor de cabeça. – Falei sem pensar, eu realmente não quis falar, mais falei.
- Eu sei algo que vai ajudar. – Ele falou soltando um sorriso lindo. Se ele estava se referindo ao sorriso, eu assumo que ajudou, e bastante. - Espere ai. E não vale espiar.
-Tudo bem. – Falei devolvendo um sorriso.

 Ele foi até a cozinha enquanto eu olhava suas fotos na parede, teve uma que me chamou atenção, então caminhei até ela. Era uma foto muito bonita, esta duas crianças na frente, e uma mulher abraçando eles atrás. Todos sorriam, todos pareciam felizes, era muito fofo.   

-Cheguei, feche os olhos. – Voltei para o sofá de olhos fechados já. – Agora abra a boca.
- Ai já é de mais né?
- Só abra, confia em mim.
- Claro, por que né, quando você acaba de conhecer alguém você vai pra casa dela, ai você é obrigada a fechar os olhos e abrir a boca.
- Cala a boca e abre logo. – Fiquei quieta e abri a minha boca, ele enfiou alguma coisa La dentro. – Agora come. – Comi, e era até que gostoso.
- O que é isso?
- Gostou?
- Sim, mas o que é?
- Descubra você mesma.

Capítulo 1 – Ela morreu?

-Anne, Anne, você esta ai?! – Videl chamava fazendo-me esquecer de meus pensamentos.
-Hãn? Sim, to aqui.
- Em que estava pensando?
- No futuro... Sabe? Quero saber as coisas que me esperam. 
- Eu não... Quero que seja surpresa, o que é pra ser... Será! 
- Você fala isso só porque é mais velha e não tem tanta curiosidade sobre o mundo...
- Sou apenas um ano mais velha Anne, um ano.
      Ela tem razão... É apenas um ano mais velha, não estou tão atrás. Ainda dá tempo de correr. Mas, espera... De que eu estou falando mesmo? Ai meu deus, eu penso em tanta coisa que até me perdi, não sei mais nem do que eu estava pensando... Será que estou ficando louca?

- Anne? Anneeee? Caramba Anne, de novo?
- Oi? De novo o que?
- Aleluia saiu do pensamento, em que estava pensando esta vez?
- Pra falar a verdade, não sei me perdi.

~ Telefone toca ~

-Alô?  Mabel?  O que aconteceu? Como assim? To indo já para ai – Desliguei e peguei minhas coisas.
-Aonde vai? – Videl me perguntou com uma cara de confusa.
-Vou atrás de Mabel, ela está no hospital, foi atropelada.
- Anne seja esperta, você acha que se ela tivesse sido mesmo atropelada, ela te ligaria? – Olhei com uma cara de confusa para Videl – Ela estaria desmaiada, sem forças pra falar, vê se acorda Anne.
- Acho sim, e ela não deve ter desmaiado, acho que a batida foi fraca, e sim, eu entendo seu lado, mais e se for verdade? E se ela tiver realmente na cama de um hospital? Eu vou estar lá com ela, como prometi que faria.
- Tudo bem vá lá, veja como ela está bem, quando você acordar, e vier falar comigo, não fica brava quando eu falar “Eu te avisei”.
- Não ficarei brava, até porque sei que está errada, a Mabel não mentira para mim. Eu vou voltar desse hospital e te falar “Ta vendo? É verdade, ela esta realmente mal, e eu fiz o papel de melhor amiga e fiquei lá com ela quando ela precisou.”.
- Sendo assim, estarei esperando você me falar isso. – Sai irritada do quarto de Videl, mais ainda sim escutei ela gritar – AAH, NÃO SE ESQUECE DE FALAR PRA ELA, QUE SE ELA PRECISAR ESTAREI DISPOSTA A MATA-LÁ!

 Chega, essa foi à gota d’água, ela não poderia ter me falado isso, não mesmo, deu vontade de ir ate o quarto dela e dar um tapa na cara dela, mais meu bom senso não deixava, eu não podia fazer nada, então fui ate o hospital onde estaria Mabel.

- Em que quarto você gostaria de ir? – Uma moça gentil que trabalhava lá me perguntou.
-Vou ao quarto de Mabel Drew, não sei o numero.
- Mabel Drew?  - Concordei com a cabeça. – Hum, vejamos. – Ela começou a mexer no computador, acho que para olhar onde estaria Mabel. – Ah sim, Mabel Drew quarto B5, andar cinco.
-Obrigada. – agradeci e procurei por um elevador.
Assim que achei um elevador, fui direto ao andar cinco e comecei a procurar o quarto B5. Logo que achei entrei correndo, e ela estava lá e por incrível que pareça estava desmaiada. Sentei- me ao seu lado, e comecei a chorar, não sei o que faria sem minha Bel, fiquei lá por uns 5 minutos chorando, até que percebi que tinha alguém me vigiando.  Virei-me para traz e vi um garoto, um garoto muito bonito por sinal.

- Quem é você? – Perguntei assustada
-Eu? – o garoto falou olhando para mim e assenti com a cabeça. - Eu que te pergunto quem é você e o que faz aqui?  
- Sou Anne, a melhor amiga de Mabel. E você, quem é? E qual motivo de estar aqui?
- Sou Cole irmão mais velho de Mabel, tenho direito de estar aqui.
- Se é assim, também tenho o direito.
- Não o mesmo que eu.
- Mais, a Mabel esta bem?
- Ela parece bem?
-Não... Mais ela me ligou.
- Ela desmaiou logo após ter saído do celular. Acho que ela estava falando com você.
- Sim, ela estava, bom, se você quiser sair, vou ficar aqui com ela.
- Não, ela é MINHA irmã, eu que fico.
- Errou que pena quem fica sou eu. - Falei e comecei a empurrar ele para fora do quarto de Mabel.
 Porque será que Mabel nunca falou que tinha um irmão? E um irmão bonito ainda por cima. 

- Obrigado. – Cole falou fazendo-me ficar confusa.
- Pelo que?
- Você falou que sou bonito.
- Não, eu não falei nada.
- Falou sim, você disse que sou bonito.
- Não, eu nunca disse isso. – E agora? Será que pensei alto de mais? Como ele sabe?

 O clima ficou tenso no quarto, até que a maquininha que estava ‘medindo’ a vida de Mabel fez um barulho estranho, como se ela estivesse morrendo. Chamamos alguns médicos que vieram na hora com aparelhos de choque.  Não sabia o que fazer... Não via vida sem Mabel, a final, Mabel é minha melhor amiga. Fui para perto da parede, deslizei meu corpo ate o chão, abracei meus joelhos e comecei a chorar isso era fato, sem Mabel, eu não sei viver.

Notas Da Autora:

 É uma historia “normal” como o conto da Cinderela. Só que se passa na atualidade, a minha atualidade, a minha realidade. Muita coisa é verdade, mas também muita coisa é mentira. Irão desacreditar de muitas verdades, vão acreditar em muitas mentiras.
 É um romance, mas também um dês-romance é uma ficção, mas também a  realidade, é um sonhar, e também o viver, é o tudo, porém o nada.
Minhas mentiras são apenas as verdades fantasiadas,  apenas farei com que a minha imaginação  vire uma “realidade” disfarçada. 

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